segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O outro é que foi eleito, mas este parece-me ser o Presidente que precisávamos...

O outro é que foi eleito, mas pela sua participação este parece-me ser o Presidente consciente e que apresenta soluções. O outro passeia-se pelas Américas...


Soares: A situação muda na Europa se o BCE emitir moeda

"A Europa está "sem força política" para responder à situação actual, mas isso pode mudar se a Alemanha deixar de temer a inflação e o BCE for autorizado a emitir moeda, afirmou hoje o ex-presidente da República, Mário Soares.

Em declarações à Lusa em Madrid, o ex-chefe de Estado considerou que é vital que a Europa volte a ganhar força política, insistindo que "não tem sentido nenhum" e "qualquer legitimidade" a actuação do actual eixo França-Alemanha.
"A Europa não tem força politica. Porque [se tivesse] isto pode mudar-se de um dia para outro. Dando ao BCE a possibilidade de emitir moeda. Quando fizer isso, sucede o que sucede no Reino Unido que ainda há 15 dias lançou uma nova emissão de moeda, o que os americanos fazem todos os dois", afirmou.
"Porque é que não faz? Porque a senhora Merkel tem medo da inflação. Mas a inflação com a pobreza geral da Europa não tem sentido", disse.
Mário Soares falava à Lusa à margem do encontro "Memória militar e valores constitucionais na Península Ibérica", promovido pela Associação 25 de Abril e pelo Fórum Milícia e Democracia (espanhol) e que decorre no Centro de Estudos Políticos e Constitucionais em Madrid.
Um encontro onde foi questionado, por um dos militares espanhóis veteranos presentes, sobre a sua visão relativamente às propostas, pontualmente repetidas, de uma união entre Espanha e Portugal.
Soares considerou que essa união ibérica do ponto de vista político "não tem sentido", até porque "os povos são ciosos da sua independência", mas que deve haver uma "acção concertada em muitos aspectos", tanto a nível Europeu como junto da América Latina.
"Até devíamos ter tido mais coordenação do que temos tido em relação ao que se está a passar na Europa hoje. Se tivéssemos agido, quando começou esta crise, e se em vez de insultar a Grécia tivéssemos ido ao encontro da Grécia, batendo o pé em conjunto na Europa, as coisas teriam sido diferentes", disse.
"Devíamos ter uma cooperação mais activa na política interna e externa. E neste momento, no capítulo externo deveríamos ter uma voz comum, dos dois Estados ibéricos a bater com o punho em cima da mesa para dizer que isto não pode continuar nesta balbúrdia, na Europa de hoje. Se não vamos para o fundo", afirmou à Lusa."

In "DN Economia", 28/11/2011.

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